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Perfil do Presidente

António Lopes da Moura, filho de Maria Lopes da Moura nasceu a 31 de Dezembro de 1953, na antiga Vila, hoje cidade de Assomada – Santa Catarina, Ilha de Santiago.

Com apenas 15 dias de idade é levado para a cidade da Praia, na companhia da mãe onde passaram a viver. No mesmo ano, isto é em 1954 e, tendo em conta a situação difícil por que atravessava Cabo Verde emigrou para São Tomé e Príncipe, juntamente com a mãe.

Em 1960, em virtude do falecimento da mãe e com a idade de 6 anos regressa a Cabo Verde, mais precisamente à Cidade da Praia, onde passa a viver sob os cuidados e apoios da tia, a senhora Joana de Taninho de Ponta Belém até aos 13 anos. Frequentou a escola primária e concluiu a 4ª classe (ex-2º grau), tendo deixado depois de estudar, por falta de condições económicas.

É pois, com a idade de 13 anos que começa a sua actividade laboral. Incentivado e convidado por um amigo da família ingressa na então Junta Autónoma dos Portos (JAP), actualmente, Empresa Nacional de Administração dos Portos (ENAPOR), como ajudante de mecânica. Durante a sua vida laboral granjeou muitas e valiosas amizades que prevalecem até hoje.

Apesar das dificuldades encontradas ao longo da sua actividade laboral, Antoninho, nome de que é tratado no seio dos familiares e amigos, retomou os seus estudos, frequentando à noite a escola do conhecido Sr. Tonas. Aos 17 anos conclui o ex-2ºAno do Ciclo Preparatório.

Em virtude da superação académica e experiências profissionais no domínio da mecânica, António Moura foi promovido de ajudante de mecânica a operador de máquinas pesadas. Tarefa que desempenhou na JAP até ao ano de 1978.

É apanágio de qualquer cabo-verdiano procurar, sempre uma vida melhor, quer no País, quer na diáspora. E, foi assim, que em 1978 conseguiu um visto de emigrante para os Estados Unidos da América. Ali trabalhou e exerceu várias actividades, desde trabalhador numa fábrica de papel, passando pelo Hotel Sheraton-Hotel em Boston, até operador de máquinas pesadas numa empresa de construção naval, também em Boston. Não obstante, os compromissos profissionais, António Moura, nunca deixou de se preocupar com os estudos pelo que frequentou à noite o Roxbury Community College. Na empresa de construção naval, trabalhou durante 3 anos, altura em que a mesma foi extinta. Apesar disso, por iniciativa desta mesma empresa foi-lhe administrada uma formação profissional por um período de 8 meses, no domínio dos transportes rodoviários de longo curso, tendo sido no final, distinto como melhor aluno através dum diploma de mérito. A aquisição de novas competências profissionais, facilitou-lhe uma nova oportunidade de emprego como motorista, numa empresa de transportes públicos de passageiros – a Metrobus de Boston, nas linhas: Boston – New York – New York – Washington. O desempenho profissional a seriedade e abnegação contribuíram para o seu sucesso em terras da Nova Inglaterra. Tanto é que, várias foram as empresas a propor-lhe o emprego. Foi o caso, por exemplo, da Criystal Company, que lhe ofereceu a melhor proposta de salário e, por isso, deixou a Metrobus para passar a trabalhar nesta nova empresa de transportes públicos de passageiros, desta feita na linha: Boston – Montereal (Canadá). Entretanto, considerando a distancia que fazia ao longo do percurso, conseguiu uma nova oportunidade de trabalhar em Boston, na City Transportation, uma empresa de transportes urbanos de passageiros, fazendo as ligações: Boston – Aeroporto – Boston.

Nesta empresa conseguiu estima e admiração no seio dos colegas e responsáveis, especialmente da pessoa do presidente, valendo-lhe, por isso, vários louvores e consequente promoção para o cargo de chefe de tráfego. Sob as suas responsabilidades e gestão estavam mais de 300 autocarros.

Pela caminhada percorrida, experiências acumuladas, conhecimentos teórico-práticos, adquiridos através da formação profissional, aliados ao saber fazer e ao empreendedorismo, facilmente se explica as possibilidades de sucesso que podiam advir de António Lopes da Moura.

Mas o espírito altruísta que o caracteriza falou mais forte. E, assim resolveu partilhar com os cabo-verdianos o know-how que adquiriu, ao longo desses anos nos EUA, investindo os seus recursos em terra que o viu nascer. A decisão deste investimento, nasceu aquando da visita do então primeiro-ministro Dr. Carlos Veiga aos EUA em 1994 e, no encontro que manteve com comunidade cabo-verdiana, incentivou-a a investir em Cabo Verde. A partir dessa altura então, viajou para Cabo Verde, a fim de proceder o estudo de prospecção de mercado ao nível do sector dos transportes urbanos de passageiros. Deste estudo, chegou a conclusão que havia necessidade imperiosa, da criação de uma empresa de iniciativa privada, que pudesse fazer face à extinta TRANSCOR, que de resto, tinha grandes dificuldades em dar respostas às demandas dos utentes.

Recorde-se, porém, que inicialmente a ideia de investimento no sector era nos EUA. Isto porque, o então presidente Bill Clynton, num discurso proferido por ocasião das festividades do dia da independência da América e dirigido aos imigrantes convidando-os a investir as suas poupanças nos EUA, tendo como incentivo, uma taxa de juro bancário bastante baixa.

Finalmente a sua opção recaiu sobre a terra natal. E assim, em Novembro de 1995 rumou para Cabo Verde e a partir dai, começou os démarches com vista à implementação dos seus negócios no sector dos transportes urbanos de passageiros. A 29 de Março de 1996 estava então criada a Sociedade Unipessoal Moura Company – Empresa de Transportes Públicos de Passageiros.

Caracterizado por um espírito de impreenderorismo, humildade, tenacidade e altruísmo, conseguiu gerir de forma inteligente a sua empresa e, hoje depois de nove anos de existência, é caso para dizer que, valeu a pena os investimentos em Cabo Verde. A empresa, apesar das várias vicissitudes, por que tem passado conseguiu crescer e desenvolver e, hoje temos uma Moura Company em franca expansão, com nascimentos de novas empresas como: Moura Company – Sociedade dos Transportes Marítimos Lda; Moura Company – Agência de Viagens e Turismo – SOLATLÂNTICO; Moura Company Trading e Moura Company – Importação e Exportação de Peças Auto. 

Empresário e gestor de sucesso, conseguiu implementar com solidez e prestigio a maior empresa privada no sector de transportes públicos de passageiros. O nome da Moura Company é reconhecido e respeitado não só a nível nacional como também internacional. Os sucessivos prémios em receonhecimento da qualidade dos serviços prestados, atribuídos em 2005 - Paris, em 2006 - Frankfurt e em 2007 - Geneve, a sua adesão à UCCLA como membro dessa organização lusófona e a recente convite para investir no Brasil, ilustra o respeito e admiração que a empresa goza junto das instituições internacionais. O prémio de Paris foi a capa de revista da instituição que concedeu o galardão – BID (Business Initiative Directions) com a sede em Madrid – Espanha.

António Lopes da Moura é assessorado por uma equipa de técnicos competentes, desde jurista, economista, comunicólogo, engenheiros e tanto outros de caris mais profissional. De modo que, a grande parte do sucesso na gestão da sua empresa, também deve-se a esses colaboradores que tem «vestido a camisa» da Moura Company. A marca de sucesso em Cabo Verde!       

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