Devido ao aumento dos combustíveis Carlos Sá Nogueira, director de Comunicação e Imagem da empresa alegou hoje, em conferência de imprensa, que, para além da “ARE estar a violar a lei, viola também os princípios da liberdade económica e contribui para o desemprego e, consequentemente, para o aumento da pobreza”. Recorde-se que a ARE estabeleceu, recentemente, novos preços máximos de venda de produtos petrolíferos, uma medida que entrou em vigor na passada sexta-feira, 9, de Abril. Sá Nogueira diz que “uma das tarefas da ARE é, justamente, garantir o equilíbrio económico-financeiro das empresas que operam no sector dos Transportes Colectivos e Urbanos de Passageiros – TCUP – através da fixação de um preço justo que garanta a rentabilidade das empresas”. Diz a Agência de Regulação Económica que quer “evitar uma alegada dupla revisão num curto lapso de tempo”, isto porque aguarda as conclusões de um estudo encomendado a uma empresa brasileira de consultoria, sobre a determinação da tarifa base dos TCUP que, deverá ser entregue até 31 de Maio. A ARE fala ainda de uma compensação às empresas, pelo défice de tesouraria verificado pela não actualização da tarifa, durante o período transitório. Ora, Carlos Sá Nogueira sustenta que “não há garantia que o estudo fique pronto a tempo”. “E até lá, como é que a Moura Company faz face aos agravamentos de custos de operações, considerando o último aumento de preço de gasóleo de 95.10$00 para 100$00, representando uma variação de 5.15$00?”, pergunta o director de Comunicação e Imagem da empresa. Carlos Sá Nogueira vai mais longe e diz que “se a ARE mantiver a sua intransigência, então vai estar a contribuir para o despedimento de chefes de família”. É que segundo aquele responsável da MC, perante um cenário destes recomenda o manual de gestão que se faça o redimensionamento do quadro de pessoal da empresa. Carlos Sá Nogueira acrescenta ainda que esta é uma posição de várias empresas do sector e não apenas da Moura Company e, cita o nome da sua congénere Solatlântico que, subscreve, inteiramente, as suas reivindicações. POLÍCIAS CONIVENTES COM "IACES" O director de Comunicação e Imagem da MC assevera que houve uma diminuição na venda de bilhetes, entre O porta-voz da Moura Company considera por isso que, “há mão do Governo na Agência de Regulação Económica”, a avaliar pela estratégia montada visando asfixiar as empresas do sector, principalmente da MC. Carlos Sá Nogueira acusa ainda a polícia de “ineficiência e perversidade”, devido à sua inércia na fiscalização dessa tamanha ilicitude, pois, segundo Sá Nogueira as “Hiaces” apanham passageiros na “barca cara” dos agentes da fiscalização de trânsito e, estes ficam impávidos e serenos contribuindo para uma postura de impunidade por parte dos hiacistas. O mesmo responsável não se arrisca, no entanto a avançar com uma proposta de aumento da tarifa, mas revela que existe um estudo do Governo, de 2002, que referia que o preço ideal da tarifa, nessa altura, devia ser 40 escudos. Carlos Sá Nogueira diz que entretanto, “já passaram oito anos e que hoje a realidade do país é diferente”. O director de Comunicação e Imagem da Moura Company espera chegar a “uma plataforma de entendimento com a ARE, caso contrário vai haver despedimentos na empresa”.MOURA COMPANY PONDERA DESPEDIMENTOS
A empresa de Transporte Colectivos e Urbanos de Passageiros, está contra o aumento do preço dos combustíveis e da consequente falta de ajustamento das tarifas por parte da Agência de Regulação Económica (ARE) e diz que esta medida vai significar um défice para a empresa e muito provavelmente despedimentos de alguns dos seus colaboradores.










